Sonho Almejado...

Nuno e Maria José Ganhão na Adega das Vinhas Novas. Photo by Filipe Gill

Num hectare de vinha, Nuno e a mulher têm todos os sonhos do mundo. Ao chegar ao monte da Adega das Vinhas Novas, ali para os lados de Santiago do Cacém, no muro da entrada está tatuado o lema de um projeto que é mais do que um negócio ou um capricho.

“Sonho Almejado é sonho alcançado”

A frase - síntese da vida da família - recebe-nos no monte de Nuno e Maria José Ganhão. Ele é bancário, ela educadora de infância. Nuno herdou o tal hectare de vinha em Santa Cruz, o gosto pela Adega e a vontade de dar seguimento ao que o avô e o pai fizeram, um vinho caseiro especial produzido pela família e amigos. Só isto e nada mais.

O Almejado, vinho, entretanto, dá que falar na região. Ao lado da vinha, refizeram a pequena adega criada pelo avô e mantida pelo pai de Nuno. O projeto familiar ganha agora novo fôlego na terceira geração.

A produção de vinho é pequena, 4 a 5 mil garrafas por ano, engarrafadas à medida que vão sendo solicitadas e assim pretendem que continue. Tudo, desde o tratamento da vinha, apanha da uva, vindima, engarrafamento, rotulagem, venda e entrega é feito pela família e amigos.

Branco, Tinto e Rosé, designado por “RoZé” em homenagem ao avô José, são produzidos com as castas existentes no local, arinto, antão vaz, syrah, alicante, aragonez e castelão, sob a batuta do enólogo José Saramago, como no tempo do pai de Nuno.

Alcançado o sonho, o Almejado continuará a ser o vinho de qualidade que a família Ganhão e os amigos fazem na terra que honram e de onde veem o mar no horizonte.

As vinhas. Photo by Luís Neves

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